Um Novo Modelo de Saúde baseado na Alimentação

Um novo modelo de saúde estruturado na natureza: bases docentes e assistenciais
Na epidemiologia clínica contemporânea do Brasil dos últimos quarenta anos deixou de predominar o aspecto infeccioso e nutricional, passando a prevalecer o padrão degenerativo e metabólico. Doenças como o diabetes, a hipertensão arterial, a obesidade e manifestações psiquiátricas, acompanhadas por todo seu corolário de doenças associadas tornaram-se as mais comuns e as que geram maior custo do estado no Brasil e em grande parte do planeta.
Neste novo modelo experimental, abordar-se-á diretamente toda a população de Capão Bonito, uma cidade do interior de São Paulo, com uma estratégia que abrange desde o pequeno produtor rural – com aspectos voltados à saúde do solo e do genoma das plantas – até as condições de saúde da população em qualquer nível de renda, onde serão enfocados os aspectos culturais e metodológicos da distribuição e preparo dos alimentos.
Para sua realização, foi constituída nova base docente e assistencial. A fase docente consiste na aplicação de sete blocos teóricos desenhados com o intuito de abastecer os profissionais da área da saúde e agricultura de informações ausentes da grade curricular de graduação em ciências da saúde e da terra: i) a teoria do terreno biológico, ii) agricultura biodinâmica e alimentos verdadeiros, iii) probiótica, iv) teoria do cérebro biologicamente modificado, v) fotomedicina e desequilíbrio neuro-endócrino, vi) sistema de águas: macro e microcirculação humana e ambiental e vii) aspectos oxidativos e sistemas tampão biológicos. Estes cursos são aplicados em períodos sazonais, em regime de imersão, gerando material para livro texto em saúde.
A fase assistencial é dirigida à grande população, enfocando aspectos culinários e culturais em oito aulas teórico-práticas: i) doces de frutas frescas, ii) pão de trigo germinado, iii) leite da terra, iv) caldeiradas de hortaliças sólidas, v) leites vegetais frescos, vi) alimentos fermentados, vii) carnes vegetais e viii) confeitos desidratados. Estas aulas são aplicadas de forma ininterrupta e repetitiva, sendo objeto de recente padronização e formação de cartilhas, visando a reproducibilidade independente dos métodos.
A população assistida será acompanhada dentro dos aspectos clínicos e laboratoriais de rotina, adicionados a métodos inovadores, tais como titulação de antioxidantes e microscopia de campo escuro. Agentes de saúde estarão encarregados de avaliar os aspectos socio-culturais e coleta de dados epidemiológicos.
Todo este modelo foi desenvolvido e aplicado sobre as populações de Campos do Jordão, dentro do programa de Saúde da Família e em Osasco, através da Secretaria de Meio Ambiente, totalizando um número de 3.000 atendimentos entre 2007 e 2010. Nesta fase enfocaram-se os aspectos didáticos e logísticos, aperfeiçoando as técnicas de aplicação teóricas e práticas.
Concluimos que as práticas mencionadas apresentam boa inteligibilidade e resolubilidade por parte da população, assim como os blocos teóricos apresentam boa receptividade por parte do corpo clínico em Saúde da Família. O modelo está pronto e sua aplicação é viável, a um custo acessível pelos municípios. Resta saber as consequências clínicas, bioquímicas e metabólicas em estudos epidemiológicos longitudinais ou transversais.

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2015 Doutor Alberto Peribanez Conzalez
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